AMB inscreve trinta juízes no IV Senaje

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), entidade do Comitê Nacional do MCCE, oferece trinta vagas gratuitas para seus associados no IV Seminário Nacional de Juízes, Promotores, Procuradores e Advogados Eleitorais (IV Senaje)

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) e a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) fizeram um acordo para a facilitar a inscrição de trinta juízes no IV Seminário Nacional de Juízes, Promotores, Procuradores e Advogados Eleitorais (IV Senaje). As trinta inscrições serão pagas pela AMB e oferecidas a seus magistrados associados.

A AMB tem como objetivos a aproximação com a sociedade e a participação nos grandes debates nacionais. A juíza Maria Isabel da Silva, integrante da diretoria da Associação, aposta que a participação dos colegas da AMB no IV Senaje irá trazer um diferencial para a categoria. "Seminários são para discutir temas relevantes, assuntos que estão na pauta do dia", observa a juíza. "Há uma grande necessidade de especialização dos juízes; as pessoas querem juízes qualificados e sintonizados com os temas que estão nesta pauta. A mídia e a sociedade esperam respostas para estes temas".

Os magistrados contemplados pela parceria atuarão como multiplicadores dos temas do Senaje para os mais de 13 mil associados da AMB. Segundo a juíza Maria Isabel, uma das principais contribuições do seminário para os juízes e para a sociedade será o debate sobre a elegibilidade de candidatos com antecedentes criminais. "O que nós precisamos é de uma mudança de comportamento efetiva, em que juízes eleitorais, sociedade, partidos políticos, parlamentares não permitam que candidatos comprometidos com a justiça, a moral e a lisura utilizem um cargo político para ficarem imunes às sanções legais", ressalta a juíza.

Maria Isabel afirma que é preciso ações preventivas, e também uma maior agilidade nos julgamentos dos processos e na aplicação de punições a políticos que forem condenados. "Há um excesso de pedidos de recursos, quando o resultado final do processo criminal sai, o político já terminou o mandato", diz a magistrada. "Precisamos de uma justiça mais ativa", completa.