IV Senaje mostra o papel do
direito processual eleitoral na política
O juiz Paulo Henrique Machado, secretário-geral da Associação dos Magistrados
Brasileiros (AMB), palestrante do IV Seminário Nacional de Juízes, Promotores e
Advogados Eleitorais, garante que estudar e analisar o tema é o caminho certo
para afastar a corrupção do pleito
"Para termos eleições limpas, é essencial que a sociedade saiba mais sobre as
leis eleitorais", salienta o juiz Paulo Henrique Machado, secretário-geral da
Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). Palestrante do
IV Seminário
Nacional de Juízes, Promotores e Advogados Eleitorais,
organizado pelo MCCE, ele participa da mesa "Contornos atuais do direito
processual eleitoral". A seu ver, o direito processual eleitoral, diferente do
civil e do penal, é uma área que ainda carece de estudos e reflexões. Para ele,
uma vez analisando e organizando sistematicamente, este estudo dará que não
apenas aos magistrados mas também à sociedade civil melhores condições de exigir
que as regras sejam cumpridas. "O direito processual eleitoral é o instrumento
que a justiça eleitoral possui para afastar maus candidatos do pleito; sem isso
não vamos conseguir evitar as irregularidades nem punir os crimes eleitorais",
completa o juiz.
Envolvido há mais de nove anos com o ensino de direito eleitoral na Escola
Superior da Magistratura de Pernambuco (Esmape), e pela primeira vez palestrante
do Senaje, Machado acredita que a edição de 2008 do evento será especial.
Primeiro, porque a diversidade dos temas e a qualificação dos convidados para as
mesas interessam a diferentes públicos, como os magistrados, os acadêmicos,
estudantes e outros profissionais. Segundo, os assuntos dos debates, como a
inelegibilidade e a vida pregressa do candidato, são muito atuais, e irão
refletir diretamente nas eleições deste ano.
O juiz espera que outros magistrados assumam um papel mais ativo perante a
sociedade. "O juiz eleitoral está acostumado a uma atuação passiva, mas ele
precisa se aproximar da sociedade, pois tem uma tarefa muito importante, é ele
quem vai assegurar o cumprimento das leis". Para conquistar este papel mais
ativo, Machado aposta em iniciativas como o estímulo à formação de audiências
públicas e a participação dos magistrados em debates como o proposto pelo Senaje.
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