Valmor Bueno da Luz
Presidente da ONG União de associados pela cidade saudável
A ONG Transparência Internacional divulgou recente relatório apontando o Brasil na posição 75º do ranking dos países corruptos. Nosso país precisa de cidadãos verdadeiros, éticos e socialmente responsáveis. Muitos não se importam com esses temas e chegam a citar a máxima: " Eles roubam, mas fazem!". Contudo, evidencia-se neste caso uma deslavada atitude de conivência. Dentro dessa temática, existem, basicamente, quatro estilos de cidadãos: o consciente - portanto, participativo-, o omisso, o passivo e o conivente. Lamentavelmente, a corrupção permeia incólume o meio político. E a corrupção não se restringe a gestão de política pública. Ela está latente na dimensão da natureza humana.
Por sugestão da ONG Transparência Internacional sediada em Berlim, escolheu-se neste ano o tema " superando a cultura da corrupção", para comemorar "o dia internacional contra a corrupção" . A data é uma referência à assinatura da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, que ocorreu na cidade mexicana de Mérida. Em 9 dezembro de 2003, mais de 110 países assinaram a Convenção, que entrou em vigor, internacionalmente, no dia 14 de dezembro de 2005.
A rede de ONGs voltadas para a questão do combate a corrupção no poder público em nível de Brasil, como é o caso da AMARRIBO, Voz do Cidadão, IFC, etc. presentes em aproximadamente 300 municípios do país (seis em Santa Catarina), declara que a justiça social e o desenvolvimento desse país passa, necessariamente, pelo engajamento da sociedade civil no combate a corrupção.
Seria auspicioso, portanto, o exercício de um controle social pujante e permanente. Depois, segue-se a própria capacidade do cidadão à auto-crítica. De acordo com estas ONGs, estudos demonstram que a impunidade e a corrupção (com grande ibope atualmente no Brasil) estão vinculadas à banalização que se faz do voto no processo eleitoral. E proclamam uma mobilização consistente para o dia 9 de dezembro – dia mundial de combate a corrupção - e citam o momento como uma impactante oportunidade para a sociedade civil clamar pela probidade administrativa, pela não impunidade e pelo cumprimento das funções institucionais.